Minhocas
No espaço de mil anos
Anda luz, há na terra
Minhocas, no caminho
Comentem loucuras, cometas
Dentro do chão, escuras
Estrelas, no espaço
Entre elas, Terra
No espaço de mil anos
Anda luz, há na terra
Minhocas, no caminho
Comentem loucuras, cometas
Dentro do chão, escuras
Estrelas, no espaço
Entre elas, Terra
Blue era o menino que saia na rua, vinha de casa
Vendo milagres
Ventos em tudo que via, vermelho era o dia
Branco e azul era tudo que via
Sexta-feira Blue
Pôs fogo no apartamento
Lendo cartas e versos de amor
Em lentos pensamentos…
Trechos de dezembro, ardendo em ventos
Para todo inferno
Há um céu
Para toda saída
Há um caminho
Há uma entrada
.
.
.
No jardim da minha janela existe uma árvore, formosa é seu nome
Às vezes poucas, raras flores lhe aparecem
Tão despida, se parece com você
Você gosta de Impressionismo
Mas quando fala, de você
Concreto
Ondas claras e escuras
Frequentaram minha cabeça enquanto eu dormia
Assistindo as paredes do meu quarto colorido Várias visitas de Maria, variações do mesmo tema
E você que acordou mais cedo e saiu pela porta da frente
como vento corrente assovia de longe aquela velha canção, Budapeste
Lembrando que ainda é tempo de amar
A boca da loucura
Me engoliu noite passada
Era cheia de dentes
A boca, profunda
A garganta
O estômago vazio estava
Escuro, estranhamente
Cheio de ecos de sorrisos
Descontrolados, descontraído
Eu pulava, dançava
Gritava…
Escorreguei
Nas luzes da loucura
Batendo cabeça
Na grossa parede do intestino
E para não enrolar qualquer nota no papel
Procurei o estreito caminho de saída:
Acertar seu coração
Com a poesia que ficou na mente