Flores raras
No jardim da minha janela existe uma árvore, formosa é seu nome
Às vezes poucas, raras flores lhe aparecem
Tão despida, se parece com você
No jardim da minha janela existe uma árvore, formosa é seu nome
Às vezes poucas, raras flores lhe aparecem
Tão despida, se parece com você
Você gosta de Impressionismo
Mas quando fala, de você
Concreto
Ondas claras e escuras
Frequentaram minha cabeça enquanto eu dormia
Assistindo as paredes do meu quarto colorido Várias visitas de Maria, variações do mesmo tema
E você que acordou mais cedo e saiu pela porta da frente
como vento corrente assovia de longe aquela velha canção, Budapeste
Lembrando que ainda é tempo de amar
A boca da loucura
Me engoliu noite passada
Era cheia de dentes
A boca, profunda
A garganta
O estômago vazio estava
Escuro, estranhamente
Cheio de ecos de sorrisos
Descontrolados, descontraído
Eu pulava, dançava
Gritava…
Escorreguei
Nas luzes da loucura
Batendo cabeça
Na grossa parede do intestino
E para não enrolar qualquer nota no papel
Procurei o estreito caminho de saída:
Acertar seu coração
Com a poesia que ficou na mente
É esquisito
É esquisito
Às vezes como fico
Pensando no esquisito
Mas
O engraçado
Engraçado
É
Minha cabeça
Noto os pés
Quando me deito
Eles se levantam
Os pés dormem de pé
E a cabeça
minha infiel
Ca
minha esquisita
Noite escura me abandonou
Me deixou sozinho
Que peninha de mim!
Paradoxalmente
Ando só (rindo)
Sozinho. A propósito:
Qual é a sua graça?