Thursday, August 31, 2006

A trilha de hoje…

 

 

Rima

 

Carolina

Clandestina 

 
 
 
 
 
 

 

 

Posted by Marcos Noh at 12:50:41 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, August 30, 2006

About the green wheels

 

Ashes To Ashes

David Bowie


…Time and again I tell myself
I’ll stay clean tonight
But the little green wheels are following me

Posted by Marcos Noh at 13:30:39 | Permalink | Comments (1) »

Mais uma dose…

 

 

* Tela de Andrés Rábago

 

 

O Bêbado

Hoje comecei meu dia

Meio sem ninguém

Ninguém que quero

Comecei meu dia bebendo.

O que será que ela quer, meu caro Baudelaire?

 

 

A Equilibrista

 

Pula ou não pula?

Pula uma pulga

Atrás da orelha

 

 

Posted by Marcos Noh at 13:18:26 | Permalink | No Comments »

Tuesday, August 29, 2006

Adeus Lourdes !

Mudanças


Fim de linha, já era / Bernardo, valeu!

Abraços aos Guimarães

Aos montes, montanhas de beijos

Benvindos por todos os lados

Por todos os lados mudando de casa, de caso

Não sou mais seu Maria de Lourdes

Sou da cidade

Jardim


Marcos Noh -23/04/2006

Posted by Marcos Noh at 19:31:23 | Permalink | No Comments »

A maluca da chuva

 

   

 

Estranhamente quando chove

 Ela abre a casa

  Cheira o vento  assopra o mato.

Sai andando na chuva

 Vendo flores  por onde passa

 Margaridas brancas rosas amarelas 

Respira fundo

 Prende o vento sai  a flutuar

Por entre ruas e avenidas

Avista pomares e jardins

 onde voa dançando

Dançando enquanto há chuva…

Enquanto a chuva dança

 a música do amor

Ela sabe onde sente

 só ela sabe onde começa

O barulho da água

A água que molha seu corpo ilumina suas certezas

Mostrando novas dúvidas

 revelações

Na cabeça o sonho de um dia

 em praça pública

Ser monumento

 estátua viva

Para que todos os passantes

 até os mais distraídos

Saibam que o amor liberta a alma do corpo que o sente

E enche de leveza

A existência do ser.

 

 

Posted by Marcos Noh at 18:10:46 | Permalink | No Comments »

Rua 36

Essa estrada nasceu letra com 36 anos, quase 37. Foi quando o poeta resolveu esperar a lua para sair na rua. Saiu de casa o poeta pela porta da frente, porta da mente. Ziguezagueou pela Terra, quintal de casa, Cidade Jardim. Beijando  a flor entendeu o espinho(não necessariamente nessa ordem). Fez da letra música, dor e carinho. Este poeta sabe que na vida, de uma forma ou de outra, sempre chega o dia em que o amor vira poesia… caminho.

  

 

Tela: Red House - Munch

Posted by Marcos Noh at 12:33:58 | Permalink | No Comments »

Monday, August 28, 2006

Prá começar…

 
Boas  vibrações ao poeta francês Jacques Prévert(1900/1977) e a tudo que me causou  o poema “Para  pintar o retrato de um pássaro”  …  
por gentileza, bem-vindo seja!
  
Para  pintar o retrato de um pássaro 
Primeiro pintar uma gaiola
com a porta aberta
pintar depois
algo de lindo
algo de simples
algo de belo
algo de útil
para o pássaro
depois dependurar a tela numa árvore
num jardim
num bosque
ou numa floresta
esconder-se atrás da árvore
sem nada dizer
sem se mexer…Às vezes o pássaro chega logo
mas pode também ser que leve
muitos anos
a pressa ou a lentidão do pássaro
nada tendo a ver
com o sucesso do quadro.
Quando o pássaro chegar, se chegar guardar o mais profundo silêncio
esperar que o pássaro entre na gaiola
e quando já estiver lá dentro
fechar lentamente a porta com o pincel
depois
apagar uma a uma todas as grades
tendo o cuidado de não tocar numa única pena do pássaro.
Fazer depois o desenho da árvore
escolhendo o mais belo galho
para o pássaro
pintar também a folhagem verde e a frescura do vento
a poeira do sol
e o barulho dos insetos pelo capim no calor do verão
e depois esperar que o pássaro queira cantar
se o pássaro não cantar
mau sinal
sinal de que o quadro é ruim
mas se cantar bom sinal
sinal de que pode assiná-lo.
Então você arranca delicadamente
uma das penas do pássaro
e escrever seu nome num canto do quadro.
Jacques Prévert(trad. Silviano Santiago)

Posted by Marcos Noh at 20:16:08 | Permalink | No Comments »