Thursday, March 29, 2007

Dia Claro na Savassi

Aquela praça, onde te vi

pela primeira vez, esquina do

Café, é hoje a esquina do

telefone, onde venho te ligar

volta, volta e meia…

Posted by Marcos Noh at 16:18:22 | Permalink | No Comments »

Friday, March 23, 2007

Vestido de verde

simples assim 

amor pode ser você

o sol desta tarde, dia de sábado

perfume no vento que me deixa lento

vestido de verde, lendo suas linhas a me visitar

 

Posted by Marcos Noh at 20:25:26 | Permalink | No Comments »

Friday, March 16, 2007

Terraço sobre uma coisa linda

Vidros

Sua casa é cercada, cercada de muros

todos muito altos, muros de vidro

Na sala de estar, aquário pintado na parede

No quarto de dormir, janela para o mar, rede

peixes desenhados, no teto

bem perto do céu, dois olhos escapam verdes

colorindo estrelas,

sinais de um amor distante, satélite

de onde te vejo, cercada de muros

todos bem altos, muros de vidro

Posted by Marcos Noh at 16:41:11 | Permalink | No Comments »

Tuesday, March 13, 2007

Farpas

 

 

Por ela, estampas

pelas tampas, para fora minhas

poesias, tantas

finas espadas, fixas

no peito eram fartas,

farpas

 

 

Posted by Marcos Noh at 13:02:17 | Permalink | No Comments »

Friday, March 9, 2007

O filme de hoje

 

  

  

palavras pequenas são curtas

conversas demoradas são longas

diálogos decorados, figurino

letras cantadas, trilha sonora

olhos abertos, fotografia

e, quando fechados, direção

 

 a cabeça é uma sala de cinema

a boca, poltrona onde a língua descansa

o coração, bilheteria

o silêncio , ingresso

ouvidos, cinéfilos

pipoca  refrigerante  abraços

beijos aos maços

 

no filme de hoje, de repente

happy end

 

Posted by Marcos Noh at 21:21:30 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, March 7, 2007

Urbana

  

  

Você tem tempo de ver o pôr do Sol

 

Andar primeiro

Viver depois

Curto espaço de tempo

Preenchido de horas

Trabalhadas, contadas

Contas longas…

Intermináveis números

 

Seis horas, Ave Maria

Dezenove horas em Brasília

 

 

Posted by Marcos Noh at 11:21:09 | Permalink | No Comments »

Thursday, March 1, 2007

Todos os dias nasce um amor

  

  

Todos os dias nasce um amor

No café da manhã que chega

No trânsito que pego, com sol nos olhos

De óculos escuros quando te vejo melhor

Dentro de um elevador

 

Todos os dias nasce um amor

No jornal que leio

Nas notícias que chegam

No rádio que toca

“Para um amor no Recife”

  

Na noite prolongada de um adeus

Infinito, no tiro de misericórdia que

Mata o frio da espera

Como ponto final que a frase da despedida encerra

  

Vou-me embora no claro da madrugada

Se morro todos os dias um pouco, meu amor não

Meu amor é grão

Nasce e cresce

Todos os dias um pouco

 

 

 

Posted by Marcos Noh at 13:36:52 | Permalink | Comments (2)